sexta-feira, 20 de maio de 2011

Linha do tempo com as maiores chacinas ocorridas no Brasil

Chantéle Fiuza Gaspar e Suélen Thara Karpinski*
 
Durante toda a história do Brasil, tivemos diversos casos de chacinas que chocaram toda a população.

O primeiro caso marcante desse tipo de crueldade foi o Massacre do Carandiru no estado de São Paulo, que aconteceu no dia 2 de outubro de 1992, onde foram mortos 111 presos. Tudo começou com uma discussão entre os detentos, o que deu início a um motim, onde os policiais usaram da força bruta para tentar conter a rebelião, deixando assim mais de uma centena de mortos. Nenhum dos PMs indiciados foi preso, o Coronel Ubiratan Guimarães, acusado de ser o líder do massacre foi inocentado.

Já no mês de julho de 1993, outro massacre assustou o país. Oito jovens de rua são mortos enquanto dormem na Praça da Igreja da Candelária no Rio de Janeiro, os adolescentes tinham entre 11 e 19 anos, e foram mortos a tiros por homens que chegaram ao local em dois carros. A motivação do crime ainda é desconhecida, há suspeita de vingança. Foram condenados 3 policiais militares como autores do crime.

Também no ano de 1993, no dia 29 de agosto cerca de 50 homens da Polícia Militar que estavam encapuzados, executaram 21 pessoas na favela de Vigário Geral também no Rio de Janeiro. O motivo aparente da chacina teria sido a morte de quatro PMs na região, porém todos os mortos eram inocentes, apenas 7 dos 50 policiais foram condenados.

Quase 10 anos após a última chacina, em janeiro de 2002, durante uma rebelião no presídio de Urso Branco em Porto Velho, Rondônia, para tentar controlar a rebelião os policiais militares invadiram os presídios, o que resultou na morte de 27 presos por outros detentos. Essa foi uma das chacinas mais brutais que ocorreram no Brasil, tendo repercussão internacional, pois as mortes ocorreram por meio de choques elétricos, decapitações e enforcamentos. Foram processados 16 pessoas pelos crimes, desses 7 foram condenados a 400 anos de prisão e 3 foram absolvidos.

No ano de 2004 outra chacina ocorre em Minas Gerais, no dia 28 de janeiro de 2004, enquanto 4 funcionários do Ministério do  Trabalho fiscalizavam denúncias de trabalho escravo em plantações de feijão. Esses foram mortos por dois irmãos que eram grandes produtores do grão na região. O motivo seria uma multa de cerca de 2 milhões de reais por não respeitar as leis trabalhistas.

Em 7 de abril do mesmo ano, índios cintas-largas de uma reserva em Rondônia, mataram 29 garimpeiros. O motivo seria a invasão das terras indígenas para o garimpo.

Em 2005, no dia 30 de março, na Baixada Fluminense no Rio de Janeiro, 30 pessoas foram mortas por atiradores. Estes atiravam aleatoriamente, matando quem estivesse pela frente. Os suspeitos do crime eram policiais, que foram presos.

No estado do Paraná no dia 22 de setembro de 2008, foram encontrados 15 corpos nas margens do Rio Paraná. As vitimas morreram com tiros aparentemente de armamento pesado. Segundo informações de testemunhas, os assassinos foram de barco até a favela onde moravam. O crime ocorreu por vingança pela morte de um traficante de drogas que teria dívidas com o grupo rival. Os condenados pegaram 348 anos de prisão cada.
Em 29 de junho de 2009, foram mortas 5 pessoas em uma casa na favela do Barbante no Rio de Janeiro. O motivo seria uma retaliação a um grupo rival, comandada pelo ex-policial Ricardo Teixeira Cruz. Os 5 mortos eram parentes e conhecidos e uma testemunha de um outro caso de chacina que supostamente teria ocorrido no ano anterior, os 5 corpos nunca foram encontrados.

Uma disputa pelo comando do tráfico na vila Vintém no Rio de Janeiro, em julho de 2009 deixou 19 mortos, Marcos Vinício Martins Vidinhas Junior, conhecido com “Palhaço” matou os aliados de seu sogro, dono de uma grande boca de fumo local, e expulsou a família dele da comunidade. A investigação foi arquivada.

A mais recente chacina que chocou todo o país foi a chacina do Realengo, que ocorreu no dia 7 de abril de 2011 por volta das 8 horas da manhã. Um homem armado ‘Wellington Menezes de Oliveira’ entrou em uma escola municipal no bairro do Realengo no Rio de Janeiro e atirou contra os alunos, matando 12 crianças, em sua grande maioria meninas. O assassino cometeu suicídio dentro da própria escola.

Casos de atentados contra a vida de várias pessoas não são incomuns no nosso país e o que mais assusta é que na maioria dos casos há participação de policias, este que tem como função proteger a sociedade, acabam por ser seus piores inimigos.

*Aluno doVII nível de jornalismo On-line.

Nenhum comentário: